A Vida de Baden Powell
Durante 1 semana vais viver os passos da vida de B-P, desde o seu nascimento até ao legado que ele nos deixou.
DIA 1 (04 agosto) - O NASCIMENTO DE B-P
Abertura de Campo.
Nascimento de B-P em Londres no dia 22 de Fevereiro de 1857.
DIA 2 (05 agosto) - A JUVENTUDE DE B-P
“O período mais belo da minha infância foi aquele em que, juntamente com quatro dos meus irmãos, andei no mar à volta da costa inglesa. Tínhamos um barco à vela, propriedade da nossa família, e, sempre que possível, fazíamos cruzeiros em qualquer estação do ano, estivesse o tempo como estivesse”
“ Na Escola de Charterhouse divertia-me a apanhar coelhos. Desta forma aprendi a rastejar em silêncio, a escutar sons e interpretar o seu significado e a utilizar os ramos secos das árvores, e não os do chão, para fazer fogo. A fim de não ser surpreendido, subia a uma árvore próxima e escondia-me por cima do campo de visão de um observador de média estatura”.
DIA 3 (06 agosto) - B-P na Índia
B-P era Alferes do Regimento de Hussardos n.º 13 e foi solicitado para prestar serviço na Índia, Bombaim.
Era perito em exploração e espionagem e notabilizou-se na caça ao javali
Exercita os soldados sob o seu comando na arte do scouting (exploração).
DIA 4 (07 agosto) - B-P em Africa
Era o ano de 1887 e decorriam guerras em África.
B-P participa da campanha contra os Zulus, e, mais tarde, contra os ferozes guerreiros Achantis e Matabeles.
Os nativos temiam-no tanto que lhe deram o nome de “Impisa” , o “Lobo que não dorme", devido à sua competência como explorador.
DIA 5 (08 agosto) - Mafeking
Jogo Noturno - "O cerco de Maefking".
B-P cria um corpo especial de rapazes dos 10 aos 16 anos, que recebem um uniforme.
A coragem destes jovens mensageiros torna-os admirados por todos.
DIA 6 (09 agosto - manhã) - Brownsea – O início do Escutismo
O primeiro Acampamento: No Verão de 1907 foi com um grupo de 20 rapazes para a Ilha de Brownsea.
O primeiro Acampamento foi um êxito, e assim nasce o ESCUTISMO!
De Janeiro a Março de 1908, é publicado em 6 fascículos o livro Scouting for Boys.
DIA 6 (09 agosto - tarde) - Fraternidade Mundial
Baden Powell começa então a sua “Segunda Vida", o serviço ao mundo, através do Escutismo.
DIA 7 (10 agosto - manhã) - Fraternidade Mundial
Viaga ao redor do mundo para contactar com Escuteiros de outros países.
É o primeiro passo para a Fraternidade Mundial.
1920: Primeiro Jamboree Mundial;
Na última noite do 1º Jamboree Mundial, B-P foi proclamado Escuteiro Chefe Mundial, pela multidão de rapazes que o aclamavam.
DIA 7 (10 agosto - tarde) - O legado de B-P
O Escutismo continuou a crescer...
Mais de 28 milhões de escuteiros e escuteiras, jovens e adultos,
espalhados por 216 países e territórios com Escutismo.
Imaginário dos Lobitos
...os lobitos serão os GHONDS (peritos em seguir rastos)
- “Espera – disse Baguéra.…
- Aqui vem outra pista ao encontro dele. O pé é mais pequeno, o da segunda pista…
- É o pé de um caçador Ghond! – disse Mogli.
- É verdade, Mogli.
Agora, para não desmancharmos as pegadas, cada um de nós seguirá uma pista.
Cada um seguiu um trilho de pegadas Ghonds, até que as mesmas se encontraram.
Felizes, gritaram: BOA CAÇA!”
BADEN-POWELL também conheceu os GHONDS
“Scouting é uma arte que se pode praticar eternamente e, embora estejamos sempre a melhorar, um branco raramente chega a atingir a excelência dos nativos, peritos em seguir rastos, tal como os do Sudão ou os Bosquímanos da África do Sul, os Ghonds da Índia, os pretos da Austrália, que são criados para isso desde a infância, usando os rastos como fontes de informação e como guias infalíveis nas caçadas e na guerra.”
Nas missões na Índia, B-P aprendeu a seguir pistas e aplicou os conhecimentos no escutismo.
Ver imaginário geral do XIV ACAREG
Imaginário dos Exploradores
...os exploradores serão os ACHANTIS (infalíveis nas caçadas e na guerra)
Os Achantis eram um Grupo étnico do Gana (África)
Entre 1823 e 1896, as tropas britânicas combateram quatro guerras contra os reis Achantis.
Baden-Powell participou na última campanha (1895-1896), tendo recrutado e liderado centenas de nativos de várias tribos locais.
“...comecei imediatamente a organizar um contingente de 800 guerreiros nativos de oito tribos diferentes das redondezas, formando uma Companhia comandada pelo um Rei.”
“A função da minha força era ir à frente do grupo principal de tropas, composto por brancos e indianos ocidentais, para bater o terreno uns dias antes e para determinar as movimentações e posicionamento do inimigo.”
“Para além disso, tínhamos de agir como pioneiros, no que se refere a desbravar o terreno e abrir caminho através da selva para as tropas passarem; o que se revelou um trabalho difícil.”
“A cada onze quilómetros, mais ou menos, fizemos acampamentos de descanso para as tropas, ou seja, desbravávamos uma grande área de mato e erguemos cabanas de madeira, com telhados de folhas e com grandes prateleiras de bambu para os homens se deitarem.”
“Também construímos armazéns onde podiam guardar os mantimentos; e à volta disto tudo, erguemos barricadas para defender o local se fosse necessário.”
BADEN-POWELL também conheceu os ACHANTIS
Foi nesse contacto que aconteceu o episódio com B-P que terá dado origem ao aperto de mão à esquerda entre os escuteiros (a “canhota”).
“Foi também na campanha dos Achantis que Baden-Powell usou um grande chapéu de feltro, que ele apreciava muito particularmente para este género de expedições, porque, na planície, as abas largas protegiam eficazmente o pescoço, a nuca e os olhos do ardor do sol e, na floresta, o corpo todo dos ramos baixos e dos espinhos.”
Baden Powell foi alcunhado de “Kantakye”, que significa "homem do chapéu grande" na lingua dos Achantis.
Ver imaginário geral do XIV ACAREG
Imaginário dos Pioneiros
...os pioneiros serão os MATABELES (Destemidos e ferozes guerreiros)
Os Matabeles eram uma tribo descendente dos Zulus e que, tal como eles, eram ferozes guerreiros.
Eram senhores da Matabeleland, território situado no atual Zimbabwe.
Em junho de 1986 B-P chega a Bulawayo, onde se iniciava uma Campanha contra a tribo dos Matabeles.
Baden Powell, como chefe de Estado-Maior, tinha muitas responsabilidades administrativas, mas arranjava sempre tempo para o seu passatempo favorito: a exploração.
“…[B-P] Chegou a baralhar a própria pista lançando-se numa ribeira onde encontrou
junto dum embondeiro, anteriormente assinalado, os seus cavalos repousados
e prontos para partir.
Ao longe, gritos ferozes soavam ainda:
«Impeesa, Impeesa» (o lobo, é o lobo),
alcunha honrosa que os indígenas lhe tinham posto.”
BADEN-POWELL também conheceu os MATABELES
Foi da Campanha contra os Matebeles que B.P. trouxe o chifre de Kudu, utilizado para chamar as Patrulhas no 1º Acampamento em Brownsea
Ver imaginário geral do XIV ACAREG
Imaginário dos Caminheiros
...os caminheiros serão os ZULUS (Bravos, e fortes guerreiros)
“Pouco tempo depois,ouvi ao longe um som que, a princípio, pensei ser um orgão a tocar numa igreja e que nós estavamos a aproximar de um local missionário situado no cume da colina.”
“Mas quando chegamos ao topo, vimos três longas filas de homens a marchar, uns atrás dos outros, na nossa direcção a partir do vale e a entoarem um hino maravilhoso à medida que marchavam”
“Tanto o que vimos como o que ouvimos foi extremamente impressionante. Os próprios homens pareciam esplêndidos. Regra geral eram indivíduos magros, fortes e musculados, com caras alegres e bem-parecidas de tom bronze forte e elegantemente enfeitados com penas, peles e rabos de boi.”
"O seu vestuário era parco e os seus corpos castanhos estavam polidos com óleo, fazendo com que se parecessem com estátuas de bronze."
“As suas cabeças estavam cobertas com plumas de avestruz e usavam ondulantes kilts de rabos de raposa e tiras de pêlo; à volta dos joelhos e cotovelos haviam atado rabos brancos de boi, indicando que se dirigiam para a guerra.”
“Transportavam no braço esquerdo enormes escudos de pele de boi, tendo cada regimento escudos de uma cor especial, enquanto na mão direita levavam duas ou três azagaias para arremessar contra o inimigo e também uma azagaia com uma lâmina larga na ponta que guardavam para o combate corpo-a-corpo; à cinta estava pendurado um maço ou machado para os golpes finais.”
BADEN-POWELL também conheceu os ZULUS
Em 1888, participou numa campanha militar para capturar o rei Dinizulu, filho do entretanto falecido Cetshwayo, que se tinha revoltado contra os Britânicos.
Deste contacto com os ZULUS, B-P trouxe para o Escutismo as contas da Insígnia de Madeira e o cântico “Ingonyama”.
Ver imaginário geral do XIV ACAREG
Imaginário dos Serviços
...os serviços serão o 13ª REGIMENTO DE HUSSARDS
“Quando regressei a casa da campanha dos Matabele, voltei a juntar-me ao meu Regimento, os 13th Hussars, em Dublin.”
“Estive com o Regimento o tempo suficiente para poder comprar uma nova farda quando, subitamente, bum, lá veio outra bomba.”
“Isto nunca me tinha passado pela cabeça até ao dia em que o Coronel me chamou e me informou que eu fora nomeado para comandar o 5th Dragoon Guards.”
“Deixar o meu antigo Regimento foi talvez um dos momentos mais amargos da minha vida. Servi nesse Regimento durante vinte e um anos, os melhores anos da minha vida, ...”
“Graças a Deus fui autorizado a regressar novamente ao Regimento alguns anos mais tarde, como Coronel Supremo, posto que ainda detenho, podendo assim prefazer mais de cinquenta e seis anos de ligação com os “Lilliywhites”.”
BADEN-POWELL e o seu Regimento...
B-P chamou-lhe a “sua vida número um”. Uma vida dedicada ao serviço da Pátria no Exército...
“Nesta vida, houve o romantismo de ver terras estranhas à custa do meu país, por ter prestado serviço sucessivamente na Índia, no Afeganistão, na África do Sul, na África Oriental e no Egipto.”
“Houve campanhas, desporto e camaradagem; Houve doenças e despedidas, as sombras que permitem apreciarmos melhor a luz do sol.”
“Coube-me realizar trabalhos grandes, assim como pequenos; como Oficial Assitente, como Comandante de Esquadrão e, por fim, como Coronel ao comando do meu Regimento...”
Um Oficial, para B-P, é antes de tudo um educador, e o exército uma universidade obrigatória...
“O Exército é a melhor universidade de que dispomos para dar uma educação pós-escolar a um grande número dos nossos futuros cidadãos.”
“Estes adquirem pelo menos, para além dos seus conhecimentos escolares, vigor e desenvolvimento físico e um grande número de qualidades precisas para saírem de dificuldades na vida e se tornarem úteis aos seus semelhantes.”
Ver imaginário geral do XIV ACAREG